A Cura que buscamos

26 de fevereiro de 2018 0 Por valeriacavallari

Cada um de nós está sempre buscando um tipo de cura para a própria vida. Uns buscam a cura física, outros da “alma”. Uns buscam a resolução de problemas afetivos, outros financeiros. Sem contar a cura dos relacionamentos amorosos ou de ordem familiar.

Curar- se.
Mas o que vem a ser cura?  Por que, apesar de todas as nossas tentativas, ela demora a acontecer?

A cura humana vai além do corpo físico. Teilhard de Chardin, teólogo, filósofo e paleontólogo francês, disse: “Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana.”

O que significa dizer que nossas dores são profundas e quando alcançam nosso corpo físico já haviam sido criadas em nosso espírito, nossa alma.

Curar- se envolve perceber- se como um ser bio, psico, social e espiritual.  A Cura deve ser holística, integral e abranger o todo e não apenas partes do todo.

Já é sabido que ainda estamos aprendendo a utilizar nossos recursos cerebrais e mentais. A grande maioria não usa mais que 5% e não trabalha no desenvolvimento dos outros 95%, o chamado inconsciente.

Quando passamos por um processo de cura, devemos nos abrir às mudanças. Deixar de lado, abrir mão de nossas expectativas baseadas em nossos parcos 5% de conhecimento e de nossas resistências.  Devemos deixar fluir novas experiências como fazem as crianças que nada sabem sobre preconceitos e inflexibilidade, que não resistem porque ainda não se preocupam com seus egos e não sentem medos.

Assim, para que a cura aconteça de fato, realmente, temos que admitir que somos seres espirituais, somos muito mais do que um corpo físico, que trazemos informações em nosso DNA tanto da genética física, quanto espiritual.

Nesta nova Era chegam para nós diversas e diferenciadas curas vindas de frequências espirituais elevadas.

Eu mesma conheci uma delas pessoalmente e hoje, sou uma profissional habilitada para conduzi-las em seres humanos, plantas e animais. Trata-se da Cura Reconectiva.

Desde que passei a atender pessoas com a Cura Reconectiva, a maioria verificaram mudanças significativas. Porém, algumas não chegaram a perceber. Por quê?

A Cura Reconectiva é algo novo e real, mas que apesar das pessoas sentirem fisicamente, elas criam expectativas de acordo com aquilo que julgam ser suas reais necessidades. Mas a decisão do que é realmente bom para cada um de nós, não é nossa. Nem sempre sabemos o que precisamos. Infelizmente, agimos mais pelo nosso inconsciente do que pelo consciente. Assim, quando recebemos a Cura Reconectiva, há uma força maior que nos guia para esta Cura, que envolve muito mais do que possamos imaginar na nossa dimensão. Envolve, uma cura física sim, mas também espiritual. Assim, podemos não perceber, mas a Cura já está aí, só esperando que abramos as portas da nossa consciência para poder usufruí-la.

Quando nos permitimos a compreensão de que a Sabedoria do Universo está conosco a Cura começa a acontecer. Somos muito mais do que pensamos!

“Nossa evolução continua até que nos tornemos Seres de Amor. Este é o verdadeiro significado de cura. Curar não é apenas recuperar o uso de um braço ou de uma perna, a visão ou a audição, o fígado ou o rim. Cura diz respeito à nossa evolução.” (Eric Pearl).

Precisamos diminuir a distância entre ciência e espiritualidade para encontrarmos a cura. Os antigos curadores já sabiam disso e trabalhavam mais com o sentir. O coração é o nosso único veículo para a espiritualidade.

Nas palavras de Teilhard de Chardin em o Fenômeno Humano:

“Aparentemente, a Terra Moderna nasceu de um movimento anti-religioso. O Homem bastando-se a si mesmo. A Razão substituindo-se à Crença. Nossa geração e as duas precedentes quase só ouviram falar de conflito entre Fé e Ciência. A tal ponto que pôde parecer, a certa altura, que esta era decididamente chamada a tomar o lugar daquela. Ora, à medida que a tensão se prolonga, é visivelmente sob uma forma muito diferente de equilíbrio – não eliminação, nem dualidade, mas síntese – que parece haver de se resolver o conflito.” E eu diria mais, que parece ser o caminho para a nossa cura.